Começar, enfim!
Há muito penso que preciso criar um blog.Nos últimos tempos não conseguia criar vergonha na cara para parar de agir como um peixinho limpa vidro, que faz, faz e faz para me dedicar um pouco (deveria ser muito) àquilo que me faria muito mais sentido: a escrita sobre a vida, esta via, única, com rumo certo, de uma só mão, que pode ser trilhada de "n" maneiras indizíveis e nos levar a tantas vivências fantásticas.
Uma frase do Guimarães Rosa, de um livro de poemas/textos soltos AVE PALAVRA, me vem à cabeça sempre:
" Todavia, e a vida são sempre outros rumos que não os nossos..."
Que rumos são estes? O que é isto que nos acometeu um dia, lá atrás, e que não cessa sem cessar?
Pinga uma gota
em mim
alma
Cai leve
e quase se esfacela
a vida
Começar algo é sempre muita responsabilidade.
Abre-se laços e cativa-se afetos que devem ser tomados para si com muita atenção.
A escrita é porta mágica que permite talvez um novo e íntimo diálogo.
Sobre amor
através da dor
seja
onde
for
eu vou.
Sobre tudo um pouco, esta via é estrada de rendição ao tempo que passou e que nunca perdi, entre amores fraternais e um luto materno, dentro de uma experiência analítica dura, metálica e dolorosa, depois de um casamento desfeito com duas filhas e uma nova união 7 anos depois. Um rebento de amor nasceu: mais uma menina para alegrar a festa.
Ser mãe.
é padecer
aqui mesmo,
tia.
Verão, Janeiro, dia 11, ano de 2009
A foto é do meu lugar no mundo, a praia do Bonete em Ubatuba, na manhã do dia primeiro de Janeiro. é um dos lugares mais bonitos do meu mundo!
Ana, Nanala.
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