Milagre ou diagnóstico errado?
Após um ano sofrido com um diagnóstico de câncer na tireóide, a cura, gratidão, saúde, alegria e fé!
Em março de 2015 recebi um telefonema de minha nova ginecologista Poliana Priznic, da Clínica José Bento, dizendo que o resultado da pulsão de um micro nódulo de 0,7mm (que tinha sido revelado em um ultra-som feiito em um check up de rotina) tinha dado 90% de chance de ser um tumor maligno: Carcinoma Papilífero. Indicador Bethesda 5.
Ela disse que eu não me preocupasse, que era uma coisa muito simples: eu ia tirar a minha tireóide e tomar um remedinho para o resto da vida.
Simples? Câncer...
Nem sei dizer como fiquei, o que pensei, o que senti... Com lágrimas nos olhos saí andando pelo jardim pensando: ....câncer... tenho um tumor... cirugia, medo, dor, morte... medo de morrer, medo de deixar minhas filhas sem mãe, medo de perder minha vida... pavor, loucura, piração. Ainda bem que tenho o Renato, meu marido, em minha vida... que nessas horas de desespero, em que eu crio uma ficção monstro em minha cabeça, sempre sabe me fazer voltar para o chão, me diz a palavra certa, me faz ver o que está coberto pela loucura. Porto seguro, esteio... minha gratidão por ele sempre estar lá.
Cirurgia... Tireoide... Cordas vocais... mais isso... tirar a tireóide...
Chorei por uma semana. Fiquei desesperada. Amigos incríveis me deram um super apoio.
Marquei logo uma consulta com a endocrinologista Juliana, da mesma Clínica José Bento, da minha Ginecologista ... Ela me explicou como era a Cirurgia, me indicou três cirurgiões...
Comecei a aceitar que ia passar por aquilo e que não tinha jeito mesmo...
Medo. Medo. Medo.
"Se é para ter câncer, agradeça a Deus por ser na tireóide!" Ou "este é o câncer que todo médico quer ter: opera, tira e pronto... As vezes precisa fazer iodoterapia... Raras vezes, quimio"
"Meu Deus", eu pensava... "Onde estou eu nisso tudo?
Fiz tantos anos de análise (mais de 20) para criar esse monstrinho dentro de mim?"
O que fiz errado? Porquê isso agora? Na garganta... culpa. Culpa porque sabia o porquê do nódulo ser na garganta: lugar de raiva, ira, descontrole... gritos, voz alta, paixão demais e intensidade demais em tudo. Lugar de música também... lugar de boas palavras. Conflito.
Sempre estudei psicossomática e acredito que qualquer doença, mesmo uma gripe epidemiológica, nos atinge por razões emocionais, por estarmos mais ou menos suscetíveis e aí nosso corpo fica mais frágil e padece, coloca para fora, marca na pele, fala por nós.
Porque estava acontecendo aquilo comigo naquele momento?
Qual a minha responsabilidade na produção de um nódulo na minha garganta?
Comecei a compreender, através de muito estudo, leituras especializadas e, após 3 consultas com 3 cirurgiões de cabeça e pescoço (horrível estes nomes), o universo dos problemas de tireóide
começou a definitivamente fazer parte dos meus conhecimentos.
Informações não oficiais de leituras por toda parte iam me contando uma outra história:
- Muitos casos de diagnóstico de câncer na tireóide não se confirmam pós cirurgia: você tira a tireóide inteira por prevenção e analisa o nódulo (biópsia) e descobre que era benigno.
- Algumas escolas médicas tem questionado a necessidade de cirurgia deste tipo de tumor, pois eles são muito pouco agressivos, em geral não crescem e raramente apresentam metástases em outros orgãos. Estas escolas estão adotando protocolos nos quais faz-se um acompanhamento do paciente a cada xxx meses, com ultrasom e não ha necessidade de cirurgia da tireóide.
Pensava eu então: "se é um tumor nada agressivo, se não cresce, se eu posso morrer de outra coisa com 100 anos e este tumor ainda vai estar igualzinho lá, porque tenho que operar? Passar por uma cirugia de risco, anestesia geral, dor... e correr o risco de perder mimha voz!!!
Talvez muitos não saibam, mas eu canto. Canto do meu jeito, com minha voz fininha, mas canto. Adoro cantar. E adoro criar músicas: elas surgem na minha cabeça primeiro e depois ganham vida e forma nas mãos e voz do Renato. Como ia arriscar perder isso? Minha voz? Nossa música?
E ter que tomar para sempre, todos os dias o bendito Synthroid: para regular os hormônios, fazê-los fazerem o que meu corpo ia deixar de fazer por si só. E eu, sempre muito naturalista, ia ter que tomar um remédio sintético, todos os dias. Ah, Indústria...
Comecei a ver a quantidade de pessoas que tiveram câncer de tireóide... Meus, Deus! Quanta gente... duas filhas de amigas minhas tiveram que fazer cirurgias antes dos 18 anos... A pediatra das meninas, minha tia, outra amiga.... e mais um monte de gente me dizendo: "Não é nada, Ana... você vai tomar um remedinho... eu tomo, ha mais de 10 anos... minha tireóide já morreu faz tempo... " Descobri mais isso - muita gente tem a tireóide mas ela está morta... nao funciona mais.
Que absurdo!!! O que estamos fazendo com nós mesmos? Com nosso corpo? Nosso metabolismo vital sendo 100% controlado e regulado por um "remedinho"?
Não queria operar. comecei a falar com pessoas e pesquisar tudo que podia para descobrir tratamentos alternativos.
Fui no André, André Lacroce, meu acupunturista, meu amigo, meu Anjo da guarda na terra.
Me tratava com André ha algum tempo, por causa de dor nas costas. Cheguei la arrasada e contei do diagnóstico.
O André, taoista que é, nem se abalou... me olhou sorrindo e, com sua calma voz, me falou: "Se o nódulo tem menos de 1cm podemos tratar coma medicina chinesa e temos grandes chances de curar se você fizer o que tem que ser feito": - Acupuntura 1 vez por semana, Qigong (pratica energética taoista) 2 vezes por dia , tomar os preparados fitoterápicos e mudar radicalmente sua alimentação: nada de açucar (tirar 100%, nem mascavo, nada), nada de carne vermelha ou branca de frango, nada de farinha de trigo, nem integral. Para ver resultados neste tratamento seriam necessários 03 meses.
Muitas coisas para mudar... mas, assumi que ia fazer. E fiz.
Não abandonei o tratamento alopático não... Em paralelo com os tratamentos alternativos decidi buscar então um tratamento de referência e, por indicação do meus grandes amigos Cândido e Vivian Valada fui parar no AC Camargo Câncer Center, sob os cuidados do Dr. Paulo Kowalsky, chefe do Depto. de Pescoço e Cabeça. Estava em ótimas mãos.
O Dr. Kowalsky foi categórico: cirurgia. Talvez uma hemitireodoctomia fosse possível... Tira metade da tireóide e faz uma biópsia na hora... pelo resultado decide-se se tira tudo ou não.
Mas, sem chance de não tirar pelo menos metade. Próximo passo: marcar a cirurgia, para já.
Como fazer? E os três meses que o André havia pedido? Como ganhar tempo?
Minha filha estava indo para um intercâmbio internacional no final daquele mês e eu iria junto com ela para cuidar da sua instalação. Como viajar pós cirurgia, como tudo bagunçado dentro de mim?
Pedi ao Dr. Kowalsky se poderia fazer a cirurgia na volta da viagem... ganharia tempo assim!
"Claro, pode ir sem medo. Este tipo de tumor não cresce assim..." É, eu havia lido bastante sobre isso. Não cresce mesmo. Então, porque tirar? Ah, porque câncer é câncer e nunca se sabe... e se de repente algo acontece e o tumor começa a crescer e dá metástase e.... Ninguém sabe nada sobre este imponderável comportamento dos tumores... ai, ai, ai....
Enfim... ganhei meus três meses. Fui e voltei da Europa. Comi direito, respeitei o tramameto, fiz tudo que tinha que fazer.
Procurei ler tudo, ouvi conselhos e segui: fui para Abadiânia em Goiás me consultar com o Medium João de Deus 03 vezes. Fiz voluntariamente uma cirugia espiritual que me fez dormir por 18 horas seguidas. Segui todo o resguardo desta cirurgia: nada de bebida alcóolica, ovo caipira e pimenta. 40 dias sem sexo.
Visitei o medium Dr. Rezende em Ibiúna e segui o tratamento homeopático sugerido.
Visitei o Asharam Surya Matre e fiz uma sessão de cura do sagrado feminino com a Mãe Surya.
Passei por um tratamento autoanalítico profundo que envolveu revirar meu passado, fazer as pazes com meus irmãos e ancestrais, elaborar meu futuro, rever meu casamento e meu papel como mãe.
Meu irmão Lu insistiu em me levar na Igreja Messiânica para que eu pudesse receber o Johrei - uma energia de cura que, pela imposição das mãos e de uma oração e benção, ajuda todos que precisam. Fui e acabei recebendo um Ohikari - medalha que permite que você ministre em você mesmo e em outros o Johrei. Passei a utilizar essa energia de cura em mim todos os dias e a doá-la para quem a aceitasse.
As medicinas da terra, o fogo e os amigos sagrados - Ichiro e sua força de condução, Diego, Irineu, foram me ajudando a descobrir e lutar por mim mesma, pela minha saúde, minha voz.
O grupo de estudos ecumênico, chamado Mensageiros da paz, que frequento desde 2012, foi fundamental para meu tratamento: meditação, leituras e orações para emanar luz, amor e paz para toda humanidade. O curso básico no Centro espírita Batuíra também contribuiu muito na construção teórica que fiz durante todo esse tempo.
E por fim não posso deixar de lembrar e agradecer à Dona Antonia, Mainha querida, que esteve a meu lado com seu cuidado e carinho todo o tempo.
Muita coisa, muitos trabalhos diferentes, uma busca desesperada de luz, cura e transformação de mim mesma.
No paralelo segui minha investigação visitando mais um endocrinologista, o célebre Dr.Bronstein, que, para minha surpresa, me disse: "se você tivesse vindo aqui só com este primeiro ultra-som (que deu origem à solicitação de pulsão pela Dra. Poliani e Juliana) eu não teria pedido a pulsão. Ia só acompanhar, pois o ultra-som não me parece suspeito..."
O que? Como assim? Meu Deus... tudo isso e de repente não é nada? Esperança,...
O Marcelo Bronstein me pediu novo ultra-som. Resolvi fazer em um lugar privado e muito referenciado: Nova Medicina.
Resultado questionável? Micro calcificações. Outro micronódulo apareceu. Medo...Dr. Bronstein juntou-se à opinião dos outros médicos: cirurgia já.
Fiz outro ultra-som no AC Camargo - inconclusivo. Nada suspeito.
Cono???
Voltei a me consultar com Dr. Kowalsky e coloquei todas as cartas na mesa: eu não estava segura e não confiava mais no diagnóstico... Falei isso para ele
e falei que acreditava em outras curas e estava fazendo o impossível para me curar. Sua resposta foi: "você acredita mesmo nisso tudo?"
Queria uma chance. E ele me deu. Levou meu caso para a reunião clínica e pediu uma revisão das lâminas da pulsão. Para isso tivemos que retirar as lâminas no Laboratório do Hospital Oswaldo Cruz, onde havia feito a pulsão. Esse procedimento é bem incomum... Um passo bom no meu caso.
As lâminas foram encaminhadas para o Laboratório do AC Camargo que as reexaminou e em 10 dias tínhamos outro diagnóstico: de Bethesda 5, que significa de 75 a 90% de chance de ser um tumor maligno, caiu para Bethesda 3, entre 30- 50% de chance de ser ruim.
Bom, mas ainda suspeito.
Voltei ao AC Camargo. Outra conversa. Eu cada vez mais esperançosa de um diagnóstico errado ou uma cura milagrosa que iria mudar o resultado da pulsão.
Novo pedido de pulsão.
O médico, substituto do Dr. Kowalsky naquele dia, pediu para eu refazer a pulsão somente 03 Meses depois, ja que o nódulo estava estável, sem crescer podíamos esperar e ver como evoluiria.
Eba!!! Mais 3 meses. Isso era no início de Novembro de 2015.
Em Abril de 2016 fiz uma nova pulsão, no Nova Medicina com um patologista especializadíssimo: Dr. Paulo Carneiro, da Diagcel.
Foi dificílimo. Lágrimas de dor escorriam no meu rosto... 6 agulhadas enormes e muito doloridas no meu pescoço. Descobri que a primeira pulsão que eu havia feito tinha sido muito superficial... Uma picada e nada de dor.
Três dias para o diagnóstico.
Medo. Medo. Medo.
Pedi muito a Deus.
Chegou o envelope com o resultado da pulsão minha casa.
Peguei o envelope e fui abri-lo em frente ao meu altar.
Pedi sabedoria para aceitar bem qualquer resultado.
Abri. E quase morri do coração!
Bethesda 2!!! Os nódulos são benignos!
Meu Deus, que alegria! Chorei que nem criança, de alegria! Agradeci a Deus, aos céus!!!
O que teria acontecido se eu não tivesse questionado… Já teriam arrancado a minha tiroide fora? Estaria tomando Synthroid para o resto da minha vida?
Minha fé na minha saúde me trouxe até aqui: saúde integral - física, mental e espiritual, acima de tudo.
Meu trabalho no João de Deus, minhas meditações diárias, as cerimônias e retiros, o tratamento com André, minha radical mudança na alimentação. O Johrei. Não posso deixar de citar a temporada do maestro Kike Pinto em minha casa, que foi fundamental para minha cura! As oferendas... A sua Música ✨🙏🏻✨ agradeço a Pachamama este renascimento! Pela vida!
Sigo com o compromisso que estabeleci comigo mesma de ser uma boa pessoa, de amar ao próximo acima de tudo, de refazer os laços da minha família, de ser a mudança que quero ver no mundo. É um trabalho que não tem fim. E não termina com o diagnóstico dos meus nódulos.
Isso foi apenas o começo, de uma grande transformação, para sempre! Transformação que busco agora aprimorar e fazer concretizar em ações.
Uma delas é este relato compartilhado que espero possa trazer consciência para outras pessoas sobre nódulos na tireóide: questionem antes de tirar! Analisem, confirmem!
Não sigam cegamente as recomendações, sem confirmar.
O que aconteceu comigo foi um erro diagnóstico? Ou foi um milagre e o diagnóstico realmente mudou?
E se foi erro, porque aconteceu? O que podemos fazer? Como evitar e corrigir isso?
Sigo agora minha vida, com o mesmo cuidado que estava tendo. Não devo voltar atrás!
O André Lacroce tirou o iChing para mim no meio deste processo e me disse: "se você operar ou não seu caminho deve ser o mesmo e o que fizer agora deverá ser mantido."
Então, continuo. Continuo com os mesmos cuidados com a alimentação, continuo com minha fé, meus estudos, meus exercícios físicos, minha generosidade, meu perdão, minha disciplina, orando e vigiando todos os dias.
E sinto meu corpo e minha alma muito mais saudáveis e felizes assim!
Obrigada a todos pelo apoio e amor ! .✨☀️✨🌹❤️🌹
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